MPA Progressivo, pois claro!
Monday, November 26th, 2007Bate no Lé pode ser o resultado de duas coisas distintas, e passo a enumerar: Ou é resultado de uma adolescência a ouvir Pink Floyd e toda uma miríade de bandas de rock progressivo, ou então de uso abusivo de drogas, o que por sua vez justificaria os olhos pequeninos com que Jorge Borges (penso ser este o nome), frontman dos Bate no Lé, surge na capa do álbum com o sugestivo nome de “Eu quero um par”, é um desejo estranho, mas cada um sabe das suas, e se ele quer ser manso, é lá com ele…
Ouvindo a música o sentimento é que estamos a ouvir uma cassete que foi gravada e regravada e às tantas, ao ouvirmos uma música, começamos a ouvir a gravação anterior que cria uma espécie de “mash up” involuntário. De facto os primeiros 2 minutos parecem ter sido retirados de um álbum de Pink Floyd, mas em vinil já riscado, já que a qualidade da gravação não é a melhor, parecendo que está a tocar no fundo de um poço. A partir do segundo minuto é a reviravolta total, ficando o ouvinte desnorteado, e a pensar – “mas mas… o que é isto???”… não se, eu gostaria de vos dar uma explicação…mas não consigo, no entanto continuo a ouvir, dúvido que compreenda, mas é esta a beleza das obras de autor.





