Imperdível
Tuesday, July 31st, 2007
O primeiro rocker português actua no Maxime…
Será concerteza uma das grandes noites do Maxime. Um dia gostava de lá levar o Leonel ou o Artur Gonçalves. Quem sabe se não será possivel? Vou fazer por isso.

O primeiro rocker português actua no Maxime…
Será concerteza uma das grandes noites do Maxime. Um dia gostava de lá levar o Leonel ou o Artur Gonçalves. Quem sabe se não será possivel? Vou fazer por isso.

Sofrer por amor é concerteza uma dor comum a quase todas as pessoas. E digo quase, porque há uma minoria, que como eu, são extremamente bonitos e nunca souberam o que é isso do sofrer por amor. Mas para os outros, os menos abonados, esse é um sofrimento bastante comum, e Os Solitários sabem, como poucos, passar essa dor para a música. O grito lancinante de dor que abre esta canção comove. Há desespero, angústia, e uma grande falta de testosterona, que impossibilitou a mudança total da voz aos 14 anos. Mas é essa voz, que não se consegue bem perceber se é de mulher, homem, ou até caprino que faz com que os Solitários não sejam apenas mais um conjunto de baile, mas sim “O Conjunto de Baile”. Aliando uma sonoridade bem tradicional, a um ritmo dançável, Os Solitários são concerteza uma banda de culto em Portugal, reúnindo fãs de todas as idades, e para perceber isso basta ouvir por momentos os discos pedidos da Rádio São Miguel que isso é óbvio, tal o número de pedidos que esta banda tem. É hora das associações académicas terem este grupo em conta para as suas festas, eu, por mim, gostaria muito de os ver abrir Leonel Nunes, mas para isso é preciso vontade para mudar, e pelos vistos isso é coisa que nao há.

Para quem nunca fez rádio, e não faz a mínima ideia do que é fazer rádio, a melhor imagem que posso dar é esta: “andar na corda bamba”.
Como vos tinha dito ontem, hoje foi a minha primeira emissão de 2 horas na ruc, ao comando do estúdio 1 da rádio, e por muito que tente, por muito que vá com antecedência para ter tudo preparado, mal a luz vermelha acende fico gago, com a boca seca, e a tremer como se sob os meus pés estivesse uma corda bamba…e eu hoje caí dela várias vezes. Felizmente a corda não estava assim tão alta que não pudesse voltar a subir e tentar de novo, mas essas quedas iam deixando mossa nos nervos fracos aqui do aprendiz, que em toda a sua insegurança lá se ia tentando safar como podia, e safar era mesmo o termo, já que aqui o herói resolve ir, como costumo dizer, “à campeão” sem nada escrito, apenas com um alinhamento e meia dúzia de coisas retiradas da wikipédia, que pouco ou nenhum uso tiveram, o resultado foi esquecer-me de metade das coisas que anteriormente, na minha emissão mental eu tinha idealizado dizer. Houve brancas de pensamento e brancas de som, o ADR (software que gere a emissão) ainda é para mim um bicho estranho, e a mesa ainda não se tornou amiga, precisando ainda de muitas carícias para se tornar domesticada, mas com o tempo vai lá.
Como podem imaginar não fiquei contente com o resultado desta primeira emissão, mas isso não me vai fazer desistir, antes pelo contrário, desde que acabou o programa só penso na próxima vez que voltarei ao estúdio, e isso vai ser já na próxima segunda feita. O programa não o colocarei na net, pelo menos o de hoje, esse, quando tiver coragem de o ouvir, vai ser objecto de apurado estudo, por enquanto ainda está ali, de castigo num canto escuro do meu disco rígido.
O alinhamento do programa podem ver aqui. Não há MPA, apenas pop rock, pois apesar de não me importar de ser conhecido na rádio como o gajo do pimba, não quero de todo que isso me limite em futuros projectos.
Arrebatador, é o minimo que se poderá dizer deste tema de Júlia Santos que mais uma vez voltou a passar pelo Laboratólarilolela. Júlia Santos combina 2 artes nas suas canções. A mais óbvia é a arte de nos encantar com a sua voz ternurenta, e a outra é a da declamação de prosa ao jeito de conselho maternal, como se no fundo fosse a nossa mãe, que nos vai adormecer com uma canção.
As más linguas poderão dizer que com o tamanho desta música é, de facto, fácil adormecer. Mas as canções da Júlia Santos são mais que meras canções, são lições de vida, e como todas as lições, se forem demasiado curtas não são devidamente apreendidas. É com essa sede de conhecimento que devemos ouvir Júlia Santos, pois com a sua idade, ela tem, concerteza, muito para nos ensinar.
Júlia Santos – Entre a guerra e a paz
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