Quem o diz é Zé Cabra, que depois das inúmeras acções publicitárias na tv e nos jornais a tentar limpar a sua imagem, tenta assim o seu regresso. O culminar destas acções parece ser a entrevista definitiva dada ao Correio da Manhã onde o “artista” dá uma das mais hilariantes entrevistas que já li em toda a minha vida.
Devo confessar que não gosto de Zé Cabra, acho que já o disse aqui anteriormente. O seu oportunismo irrita-me, mesmo tendo sido eu um dos que cedo descobriu Zé Cabra, e me ri muito com o cd antes de o Zé Cabra aparecer na rádio e principalmente na TV, revelando-se um dos maiores cromos do nosso portugalito. E depois a sua busca de protagonismo foi no mínimo ridícula, não percebendo o essencial, que era apenas um produto das circunstâncias, numa carreira construída com alicerces de barro. Claro que o sucesso não durou sempre, e o segundo cd foi um “flop” de vendas.
O mais ridículo de tudo é este regresso, em que mostra que apesar de tudo mantém um ego enorme, não reconhecendo que não tem lugar na vida artística portuguesa, mas como há meia dúzia de anos, irá concerteza afundar-se novamente no seu ego gigantesco.
Entre as citações mais espectaculares que se podem ler no Correio da Manhã pode ler-se:
– Já o chamaram o pior cantor do mundo. Como lida com isso?
– Isso são pessoas com inveja da vida que tenho. Sempre lidei bem com as críticas porque sei que fazem parte do sucesso. Geralmente quem critica é porque está incomodado. Eu sempre estive descansado da minha vida. O que interessa são as pessoas que me acarinham.
– Teve muitas histórias de assédio?
– Tive algumas propostas de mulheres. Mas apesar delas falarem a sério eu levava sempre na brincadeira.
– Tem a noção que não canta bem?
– Sim!
– E isso não o intimida quando tem de enfrentar o público?
– Não. Sinto-me bem porque eu canto mal porque quero. Quando eu quiser cantar bem eu canto. Mesmo quando nos espectáculo entro adiantado ou atrasado em relação à música é de propósito, para dar aquela barracada que faz rir o público. Muitas vezes finjo que não sei a letra, porque é aquilo que o povo quer: divertir-se.
– Aquele tema do ‘Deixei Tudo por Ela’ era autobiográfico?
– Não, mas podia ter alguma coisa a ver com a minha segunda mulher (risos). Essa música, assim como o ‘São Lágrimas’ e outras já tinham sido gravadas antes por uma rapariga de Castelo Branco, mas não tinham tido tanto sucesso. Eu saí-me melhor a cantar mal do que ela a cantar bem.
Se isto tudo já parece surreal, então a punchline é deliciosa, ora vejam:
– Entende quando o chamam ‘cromo’?
– Não. Para mim um cromo é uma pessoa sem cultura e eu tenho a minha quarta classe.
Vejam a entrevista completa AQUI, Vale mesmo a pena.