Jorge Ferreira – Carro negro
Monday, December 1st, 2008Para quem não ouviu na sexta-feira passada a música Carro Negro do grande cantor Luso-Americano Jorge Ferreira, aqui fica ela para que lhe possam dar a devida atenção.
Para quem não ouviu na sexta-feira passada a música Carro Negro do grande cantor Luso-Americano Jorge Ferreira, aqui fica ela para que lhe possam dar a devida atenção.
Há artistas que pura e simplesmente não interessam ao Portal Pimba. Élvio Santiago é sem dúvida um deles. Como sempre disse, aqui fala-se de MPA (Música Popular Alternativa), designação utilizada para fazer distinção com a chamada música Pimba. E o Élvio, apesar da fase de negação em que se encontra, é Pimba. Há que dizê-lo com todas as letras. Como todo o artista Pimba que se preze, Élvio Santiago tem à sua volta um “staff” que pela minha pouca experiência no meio, já tive oportunidade de me aperceber que nem sempre essas pessoas querem o melhor para os artistas. São normalmente pessoas sinistras, que falam pelo artista e procuram que este pense com a sua cabeça. Cabeça essa que nem sempre é a mais formada e muito menos a mais aconselhada para gerir uma carreira no mundo da música.
Vejamos o caso de Alice Ferreira, manager de artistas “conhecidíssimos” (ironia) como Jessé (que segundo consta é o marido), Melyssa, Andreynna, Débora e Élvio Santiago. Esta senhora vem para o youtube responder em jeito de conferência de impressa ao programa do Nuno Markl – Laboratólarilolela. Tudo muito bem, está no seu direito de resposta, consagrado na democracia. Não critico a atitude, já a forma como faz, e os argumentos que utiliza é que são de todo criticáveis, ou vá lá…”gozáveis”.
Em jeito de brincadeira tenho comentado com os meus amigos que esta senhora vem procurar uma guerrinha, mas tem a simpatia de nos trazer as armas para combatermos com ela. Ela na conferência de imprensa parece um soldado que atira as granadas para o outro lado da barreira, e nós, que estamos do outro lado, só temos que tirar a dita cavilha e arremessar de novo. Senão vejamos:
O video todo ele está elaborado como se fosse um sketch cómico escrito pelo Guilherme Leite para um qualquer programa da tarde das nossas tvs. A voz que faz a entrevista é sinistra e inadequada, para não dizer parva. O que tira à partida qualquer seriedade ao video.
Depois há toda a série de disparates que a senhora vai dizendo em nome do Élvio Santiago, que nunca aparece no video, mas que em certos momentos é audível, dando a entender que está ao lado da sua manager. Mas vamos por partes, analisando o video e todas as suas barbaridades:
Ok, nem vamos falar da introdução ao estilo Malucos do Riso, vamos passar logo aos factos. Atentemos ao minuto 3. A senhora diz que antes do Nuno Markl se colocar atrás de um microfone deveria fazer uma melhor pesquisa. Pesquisa essa que falhou também a Alice Ferreira, já que não se preocupou em saber o que é Laboratólarilolela. E assim vem dizer para o youtube asneiras atrás de asneiras, defendendo-se de forma tacanha, dizendo que deveriamos todos saber o que é um scrap e o Orkut. Ora bem, eu por acaso até conheço esses termos, mas se ser Pimba é não saber o que é um scrap e o Orkut (4m30s), 90% dos Portugueses são Pimba.
Depois chama o Portal Pimba à conversa. Mostrando que afinal também ela não fez o trabalho de casa. A música não foi enviada por este blog. Foi enviada pelo Rui Conceição. Se pesquisarem no blog não vêm nenhuma referência a Élvio Santiago. Apesar de todos os pedidos para que aqui disponibilizasse aquela música, nunca o fiz, exactamente porque é um artista que não interessa aqui ao Portal. No entanto é bastante “Laboratólarilolável” devido ao conteúdo da letra e da forma gramaticalmente incorrecta como é cantada.
E é aqui mesmo que a senhora Alice se espalha ao comprido na sua justificação. Ao defender que evoluímos, e que agora com acordo gramatical com o Brasil, devemos esquecer as regras do bom português. Chega ao ponto de defender que xkever axim é perfeitamente aceitável nos dias de hoje – “é uma linguagem jovem que os jovens utilizam na escola” defende ela. Há depois um apito estranho no video, não percebi o que o Élvio disse, mas estava a referir algum local onde se escreve com K’s e X’s ao que a sua manager responde com um “já se modernizaram”. Eu rio-me com estas palavras… é que nem merecem outra resposta.
“A dona Almira já actualizou o software, eles éque ainda não” – LOL
“Não criticaram a música…não conseguem fazer uma critica à construção musical, aos instrumentos utilizados” – Não é esse o objectivo do programa dona Alice, deveria ter pesquisado melhor…
“Podem não ter internet” – auch…aqui entramos no domínio “Bocas da primária”, o que é desculpável já que vem de Élvio Santiago e a sua idade ainda n permite mais, por isso é que tem quem fale por si. Embora a escolha n tenha sido a melhor.
Por fim vem a acusação mais grave, e totalmente infundada, que é a do Rui Conceição ter pedido dinheiro por ter passado a música. Isso nunca foi prática do programa, muito menos deste blog. Nunca pedimos dinheiro a ninguém por divulgação, e este caso não foi excepção. O que aconteceu foi que o Rui, ao ler os comentários depreciativos no fórum do Élvio, deixou lá uma mensagem a dizer que ele ainda devia era agradecer por ter divulgado a música dele. Tudo num tom de brincadeira, informal, como é o ambiente de um fórum. Eles tomaram isso à letra, e quase acusam o Rui de extorsão…é falso e revelador da forma como estas pessoas estão na música.
Permitam-me fazer um pouco de futurologia: Elvio Santiago nunca irá ser um cantor de sucesso, tal como não é nenhum artista desta manager. Tal como não foi Alexandre Faria, o dono da produtora que assina o video, que nunca conseguiu sair do anonimato, e que no fundo é o responsável por este video, e uma pessoa que conhece o Rui, e por isso deveria ter o bom senso de ao menos explicar aos seus amigos o que o Laboratólarilolela e o que por lá se faz, já que ele conhece bem o programa.
Falando por mim, nunca aqui no blog houve intenção de humilhar ou rebaixar os artistas, muito pelo contrário, procuramo-nos divertir com as músicas, que é no fundo a intenção dos artistas que por aqui costumam passar. Mas quando se está na música com outras intenções que não divertir as pessoas, surgem estes vídeos (que no fundo acabam por nos divertir) e estas figuras sinistras que quem já teve oportunidade de visitar o backstage de uma festa popular, já teve concerteza a oportunidade de conhecer.
Magnifica indumentária
Há muito tempo que não ficava tão entusiasmado com uma música como esta que vos vou mostrar do Marc Dennis, um luso-americano que no seu álbum “Vem comigo no combóio do amor” nos presenteia com esta magnifica “Dize à Liza”. E é mesmo assim que se escreve. O artista transporta assim para a escrita o seu sotaque americano, naquilo que parece ser uma figura de estilo própria do mesmo.
Ontem, na curta conversa que tive no messenger com o Nuno Markl, era notório que ele partilhava comigo o sentimento que estávamos perante uma pérola. Ainda não ouvi o Laboratólarilolela de hoje, mas quase aposto que é bem perceptivel o seu entusiasmo perante esta música. Até porque esta é uma temática que nos é bastante querida – os dramas e as tragédias cantadas com profundo sentimento.
Recebo imensos emails a pedir-me que coloque aqui Graciano Saga, a esses eu respondo sempre que enquanto houverem artistas desconhecidos a criar músicas como o Marc Dennis, Graciano Saga será sempre remetido para segundo plano. Até porque a sua música “Vem devagar emigrante” é uma música que todos conhecem, e por isso não faz sentido estar no blog que dá “voz aos que a não têm.”
A música de Marc Dennis, para aqueles que ainda não a ouviram, fala de um emigrante que meses antes de casar com a sua namorada de infância em Portugal, sofre um acidente de trabalho nos EUA onde estava emigrado. A queda de um 10º andar revela-se fatal para o jovem emigrant, que momentos antes de morrer pede ao nosso artista que envie um recado à Liza.
Marc Dennis não só leva o recado à Liza, como faz uma música com o drama do amigo. E que música meus amigos…que música. Ouça-na já aqui em baixo. E cantem ao mesmo tempo com a letra que tive o cuidado de transcrever. Algumas coisas não entendi muito bem. Mas é melhor que nada.
Em poucos dias retornava,
A Liza que tanto amava,
Andava Tanto contente,
Chegava o dia do seu casamento.Mas a sorte assim não quis,
No trabalho foi infeliz,
Caí do 10º andar,
Quando lá cheguei, me dizia a chorar.Diz a Liza que eu lhe amo,
Dia a Liza que eu lhe adoro,
Diz a Liza para não chorar,
Meu amor por ela nunca morrerá.Em cima da hora, acontecimento. Noticia da … um jovem emigrante, encontrou a morte hoje à tarde num acidente industrial. O rapaz português que planeava voltar brevemente à sua terra para casar com a sua namorada de infância. Antes de morrer, o jobem murmurou as seguintes palavras. “Diz a Liza que o meu amor por ela nunca morrerá.
Ele teve pouca sorte,
Aqui na América do Norte,
Para que vale o dinheiro,
E por ele morrer no estrangeiro.Agora Liza anda sozinha,
Vai visitar a capelinha,
E quando está a rezar,
Parece que ouve, ele a chorar.Diz a Liza que eu lhe amo,
Dia a Liza que eu lhe adoro,
Diz a Liza para não chorar,
Meu amor por ela nunca morrerá. (3X)
Resta só agradecer ao Rui Conceição que me alertou para esta pérola
Há alguns anos deu (penso que na tvi) uma telenovela mexicana que era uma espécie de Morangos com Açucar na primária, não sei se se lembram, mas ao ver este video da Sarah Pacheco essas imagens vêem-me logo à cabeça. Tudo é idêntico, desde a qualidade de imagem, às roupas da altura, tudo me recorda essa telenovela, que também ela tinha momentos musicais pelo meio.
Mas não é só isso que me faz recordar a infância. Já há algum tempo admiti que cresci tendo como sex-simbol a Ana Malhoa dos tempos do Buéréré (a de cabelo curtinho, não esta boneca de retalhos de agora), e a Sarah Pacheco faz-me recordar a Ana Malhoa dos seus tempos áureos, com a sua música “Começar no A”.
E à semelhança da apresentadora do Buéréré, também Sarah Pacheco ao crescer tentou novas sonoridades, e não, felizmente não é nada de Reggaeton, é algo mais ao estilo Céline Dion… mas pensando bem…não sei até que ponto isso será positivo. Não sei. Aqui fica o video para comprovarem.
Pelo menos não tá cheia de tatuagens, e aí vence claramente a nossa Aninha…
Arrebatador, é o minimo que se poderá dizer deste tema de Júlia Santos que mais uma vez voltou a passar pelo Laboratólarilolela. Júlia Santos combina 2 artes nas suas canções. A mais óbvia é a arte de nos encantar com a sua voz ternurenta, e a outra é a da declamação de prosa ao jeito de conselho maternal, como se no fundo fosse a nossa mãe, que nos vai adormecer com uma canção.
As más linguas poderão dizer que com o tamanho desta música é, de facto, fácil adormecer. Mas as canções da Júlia Santos são mais que meras canções, são lições de vida, e como todas as lições, se forem demasiado curtas não são devidamente apreendidas. É com essa sede de conhecimento que devemos ouvir Júlia Santos, pois com a sua idade, ela tem, concerteza, muito para nos ensinar.
Júlia Santos – Entre a guerra e a paz